O Eterno Amigo Pernambuco do Pandeiro

sex, jul 15, 2011

Artistas, Chorinho Brasil TV, Notícias

O Eterno Amigo Pernambuco do Pandeiro

“Nos últimos anos foram raras as semanas em que não conversei com o Mestre Pernambuco do Pandeiro, pelo menos uma vez, durante o Programa Chorinho Brasil. No sábado, 02 de julho de 2011, tentamos contato telefônico durante o Programa Chorinho Brasil, quando obtive a informação de o nosso Pernandeiro do Panduco - como gostava de frisar – estava internado. A sensação era de que conversariamos na próxima ou nas próximas semanas, para a sempre alegria geral – a minha, a do Pernambuco e a dos ouvintes -, como aconteceu nas vezes anteriores, e com as quais brincavamos muito e como o próprio assinalava -”Estou fazendo hora extra!!!”.

Nessa oportunidade, as circunstâncias providenciaram um desfecho diferente, quando no sábado -09 de julho de 2011-, o Mestre Pernambuco do Pandeiro subiu – como gostava de dizer -, partindo para a Pátria Espiritual. Esse velho menino que completaria 87 no próximo dia 30 de julho encontrará amigos como Waldir Azevedo, Hamilton Costa, Carlos Poyares, Jacob do Bandolim, Garoto, Radamés Gnatalli, Raul de Barros, João da Bahiana, K-Ximbinho, Abel Ferreira, Cesar Faria, Dino 7 Cordas e Pixinguinha entre outros que contribuiram para a construção e a consolidação da cultura musical brasileira, principalmente o movimento do choro – no Brasil e no exterior.

Estava do outro lado do Atlântico – Portugal – quando recebi a noticia sobre o falecimento do Mestre Pernambuco do Pandeiro, por meio do correio eletrônico enviado pelo amigo e exímio bandolinista Jorge Cardoso. Registro que foi dificil o impacto gerado pela noticia, pois aportava em mim a esperança e o desejo que voltaria a conversar com o Mestre Pernambuco do Pandeiro no próximo Programa Chorinho Brasil como de costume. Pois, esse menino que completaria 87 anos no próximo dia 30 de julho, inquestionávelmente se orgulhava da forma como suplantava as dificuldades, principalmente as relacionadas com a sua saúde, fato que nos alegrava e nos entusiasmava para enfrentar os desafios da vida.

Inevitavelmente, algumas imagens passaram a se concretizar em minha memória, particularmente as de nosso encontro em Portugal. Nesse encontro pude rememorar a visita ao Embaixador Lauro na Embaixada do Brasil junto a CPLP, o encontro com o Consul Renan no Consulado do Brasil em Lisboa, a viagem de Lisboa ao Porto ouvindo o CD do cavaquinista Valmar Amorim e a passagem obrigatória pelo Santuário de Fátima.

É nessa viagem a Portugal que encontramos os meninos do Grupo de Choro Raspa de Tacho, com o seu afilhado João Fião e integrado pelo João Vaz, Gabriel Godoi e Tércio Borges, em um jantar na Calçada do Combro em que os presentes pararam para ver e ouvir a aula de pandeiro do Mestre Pernambuco.

Certamente, nesse momento em que o Mestre Pernambuco do Pandeiro parte para a Pátria Espiritual é um importante instante para refletirmos sobre a essência da vida e a significância das relações humanas nos seus vários aspectos – afetivo e emocional.

Assim, reverenciar a vida e a obra artistica do Mestre Pernambuco do Pandeiro é enaltecer o instrumentista brasileiro que na maioria das vezes é um expressivo embaixador de nossa cultura musical de forma quase que silenciosa e anonima.

O Mestre Pernambuco do Pandeiro – o eterno amigo – estará sempre presente na alma dos que habitaram a sua arte e principamente a sua amizade. Certamente, valeu, e muito, ter convivido e compartilhado da sua alegria, do seu entusiasmo, dos seus sonhos e da sua amizade.”

João Tomas do Amaral
Produtor e Apresentador do Programa Chorinho Brasil




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36 Comentários para “O Eterno Amigo Pernambuco do Pandeiro”

  1. João Tomas do Amaral Says:

    Olá, Amigos do Choro!!!

    Primeiramente, quero parabenizar o meu filho Raphael pela produção e edição das históricas imagens com o Mestre Peernambuco do Pandeiro efetuadas nos estudios da Rede Boa Nova de Rádio, no dia 16 de abril de 2011, durante e após o Programa Chorinho Brasil.

    Aos nossos visitantes desejo que disfrutem intensamente, por meio dessas imagens, da alegria, da descontração, da inteligência, da memória – de elefante -, e da jovialidade deste “monstro” sagrado de nossa cultura musical e estreitos vinculos com o movimento do choro.

    Disponibilizaremos novos textos e imagens do Mestre Pernambuco do Pandeiro, que teve um intenso final de semana, em São Paulo, Indaiatuba e Atibaia, no período de 14 a 18 de abril de 2011, ao participar do 10º Prêmio Nabor Pires Camargo, tocar na Roda de Choro das Lojas Contemporânea, participar do Programa Chorinho Brasil e visitar os amigos José Coelho e Aroldo Capelupi, bem como amigos familiares em Atibaia e regressar a cidade de Brasilia.

    Contamos com os chorões de plantão!!!

    Até a próxima!!!

    João Tomas do Amaral

  2. Alexandre Anselmo Says:

    Eu tive a alegria de falar várias vezes com ele quando eu era operador de áudio na RBN. Ligava, deixava ele na linha pra falar com João Tomas. Pena, fiquei triste pois ele sempre foi uma alegria no programa, tinha muito amor pelo choro, e vai continuar ”chorando” no céu. Vai em paz Pernambuco, fará falta sempre.

    Alexandre Anselmo, Radislista/RBN

  3. João Tomas do Amaral Says:

    Olá, Amigo Alexandre Anselmo!!!

    Primeiramente, o meu abraço e o meu agradecimento pela amizade e o envio de sua mensagem quanto a passagem do nosso Mestre Pernambuco do Pandeiro, ocorrida neste 09 de julho de 2011, em Brasilia.

    Realmente é e foi um grande previlégio para todos aqueles que mantiveram contato com o Mestre Pernambuco do Pandeiro, cuja participação no Programa Chorinho Brasil sempre foi revestida de muita alegria, descontração e muitos fatos históricos vinculados ao movimento do choro.

    Aquele abraço!!!

    Contamos com os Chorões de Plantão!!!

    Até a próxima!!!

    João Tomas do Amaral

  4. Alex Mendes Says:

    Olá João e Rapha!!

    Parabéns pela belíssima edição do vídeo do grande Pernambuco do Pandeiro.

    Tive a honra de conhece-lo pessoalmente através de vocês e foi um grande prazer, sem dúvidas um grande marco em minha humilde carreira artística e na minha vida pessoal.

    Este grande homem tem grande importância no cenário musical, que sua carreira deve ser retratada através de CD´s, vídeos e livros, para que a nova geração saiba quem foi Inácio Pinheiro, não somente como músico, mas também pelo ser humano que ele foi.

    E foi de uma humildade tão exemplar, que nos inclusive refletir sobre o que somos e que falta faremos. Pernambuco fará muita falta, pela sua humildade, pela sua generosidade e pela musicalidade.

    Viva Pernambuco do Pandeiro!! Viva a música brasileira!!!

    Alex Mendes
    Conjunto Retratos

  5. Equipe Chorinho Brasil Says:

    Olá Amigos,

    Primeiramente quero agradecer ao meu Pai (João Tomas do Amaral), por me dar o prazer e a oportunidade de trabalhar ao seu lado, dividindo esses momentos históricos, e também por mostrar o imenso universo do choro.

    Trabalhando na produção do portal ChorinhoBrasil.com.br tiver a oportunidade de conhecer diversos músicos e conjuntos, mas somente esse ano conheci Pernambuco do Pandeiro pessoalmente.

    Nesse pouco tempo de convívio tive a honra de ouvir histórias, ve-lo tocar no encerramento do 10º Prêmio Nabor Pires Camargo a interpretação de “Brasileirinho” junto de Isaías e Seus Chorões e Derico do Sexteto do Jô e também gravar o Programa Chorinho Brasil do dia 16 de Abril de 2011 acompanhado pelos grandes amigos do Conjunto Retratos, Cesar do Acordeon e a participação de Israel Bueno.

    Incrível a vitalidade e a humildade desse “jovem” de 86 anos, que fazia graça e piadas a toda hora, como pode ser visto nas imagens. Com certeza fará muita falta a todos os amigos, e também a cultura musical brasileira.

    Faço do Alex as minhas palavras: “Viva Pernambuco do Pandeiro! Viva a música brasileira!”

    Raphael Amaral
    Equipe Chorinho Brasil

  6. João Tomas do Amaral Says:

    Olá, Amigos do Choro!!!

    Existem momentos ao longo de nossa trajetória de vida que efetivamente nos fazem refletir sobre a essência da vida e fundamentalmente quanto a importância das relações humanas nos aspectos afetivos e emocionais. A música faz aflorar sentimentos das mais variadas naturezas e deve ser compartilhada, principalmente, com os amigos de vida e da arte. Assim, é o Programa Chorinho Brasil no relacionamento com todos aqueles que estão vinculados ao movimento do choro. Nesse sentido, o Mestre Pernambuco do Pandeiro sempre foi um elemento de fundamental importância para a integração dos jovens e dos velhos chorões. Esse jovem tinha em si uma imensa alegria ao divulgar que surgiam novos instrumentistas diretamente envolvidos com o choro.

    Os depoimentos aqui expressos pelo Raphael que com muito carinho e dedicação está gerenciado o nosso portal dedicado ao movimento do choro – http://www.chorinhobrasil.com.br -, e do nosso querido amigo Alex Mendes que junto com os integrantes do Conjuntos Retratos – Cezar, Fernandinho, Donizete, Alecsander, e o Gilberto – com um trabalho incansável e dedicado ao nosso velho choro, estão exprimindo um pouco da personalidade e do caráter deste eterno amigo – Pernambuco do Pandeiro!!!

    Certamente, todos os envolvidos com o movimento do choro devem se alinhar com as idéias e os ideais, mas principalmente com o vigor e o entusiasmo do nosso inesquecivel Mestre Pernambuco do Pandeiro. Pandeiro. Nesse contexto, o Alex comenta sobre a importâmncia da edição de obras sobre o velho mestre – CDs, Vídeos, e Livros -, mas será a nossa ação que manterá viva a memória desta lenda da cultura musical brasileira, pois já conhecemos o descaso com que a nossa história é tratada. O Raphael comenta da importância da participação efetiva na construção de nossa história musical, mas cabe ressaltar que devemos dar a efetiva validade para o momento vivido com o devido registro, pois a verdadeira história se faz a partir desses registros embasados em valores firmes – confiança, honestidade, responsabilidade, e respeito.

    Não somos um país sem memória, somos um povo um processo responsável de registro dos momentos históricos vividos. Portanto, devemos dar a importância devida para todos os momentos vividos, pela generosidade e pela tirania, pois nos conduzirá às reflexões efetivas e não às manipuladas e distorcidas, que geram a história criada ao prazer dos interesses particulares e escusos.

    O Mestre Pernambuco do Pandeiro no alto dos seus 86 anos demonstrava uma enorme vitalidade pelo construir e pelo aproximar os amigos em ideais. Portanto, é momento de nos apropriarmos dessa incansável vontade e desenvolvermos ações em pról de nossa cultura musical, mas principalmente pelo nosso movimento do choro.

    Contamos com os Chorões de plantão!!!

    Até a próxima!!!

    João Tomas do Amaral

  7. Luis Nassif Says:

    Com aos 86 anos de idade, perdemos o percussionista e compositor Pernambuco do Pandeiro.

    Ele estava internado há uma semana e morreu em decorrência da falência múltipla de órgãos.

    Em depoimento à Rádio Nacional, gravado em 2008, Inácio Pinheiro Sobrinho (nome de batismo) lembrou que faz parte da história de Brasília, onde chegou em 1959, a convite do presidente Juscelino Kubitschek, para tocar na Rádio Nacional.

    Junto com outros músicos que eram funcionários públicos e foram transferidos para a capital, como Avena de Castro, Nilo Costa, Tio João, Hamilton Costa, Neuza França e Odete Ernest Dias, começaram as reuniões musicais nas próprias casas dos “chorões”.

    Na década de 70, começaram as apresentações públicas. O então governador Elmo Serejo Farias assistiu a uma delas e cedeu as instalações de um antigo vestiário do Centro de Convenções para as reuniões dos músicos. A partir daí, foi fundado o Clube do Choro de Brasília, no dia 9 de setembro de 1977.

    Pernambuco do Pandeiro começou a carreira na década de 40, no Rio de Janeiro, com apresentações na Rádio Clube Fluminense, em Niterói, e nas boates Dancing Brasil e Farolito.

    Depois, passou a integrar o regional de César Farias, pai de Paulinho da Viola. Também tocou com Pixinguinha e Benedito Lacerda na Rádio Tupi. Na década de 50, criou seu próprio conjunto, quando lançou Hermeto Pascoal.

    Percorreu vários países divulgando a música brasileira e tocou também no conjunto que acompanhava Waldir Azevedo. Ainda em Brasília, em 1982, apadrinhou e deu o nome à dupla Dois de Ouro, formada por Hamilton de Holanda – na época com seis anos de idade – e o irmão, Fernando César.

    A nova sede do Clube do Choro de Brasília (quando inaugurada) e seu público cativo, com certeza, sentirão muito a falta de um dos seus mais ilustres sócios.

    Akemi Nitahara

  8. Clube Choro de Brasília Says:

    O Brasil fica sem Pernambuco do Pandeiro

    Na roda de choro que Dyonisio Della Penna, o Coqueiro, comanda nas tardes de sábado no canteiro comercial da QI 13 do Lago Norte, um músico sempre chamou a atenção: Pernambuco do Pandeiro. Um dos instrumentistas que ajudaram a fazer a história do choro brasiliense, ele teve os seus tempos de glória na era do rádio, no Rio de Janeiro (RJ). Integrou conjuntos regionais sob a batuta de maestros como Radamés Gnattali e Severino Araújo; acompanhou cantores do naipe de Francisco Alves e Orlando Silva; rodou a Europa com Waldir Azevedo; tocou com Edith Piaf em Paris. E ali, na calçada do Lago Norte, chapéu na cabeça e sorriso solto, tocava o seu pandeiro com o maior entusiasmo.

    Ontem, Coqueiro suspendeu a roda. Pernambuco do Pandeiro, o chorão mais alegre da turma, morreu na madrugada de ontem, às 3h, no Hospital Santa Luzia, devido à falência múltipla de órgãos. Tinha 86 anos. Ele estava internado na UTI desde o último dia 2. Chegou ao hospital com febre alta e falta de ar. O diabetes agravou o quadro de pneumonia. O velório será hoje, a partir das 10h, na Capela 10 do Campo da Esperança. O enterro está marcado para as 15h30.

    Ele deixou duas filhas, Sulimar Pinheiro Gonçalves, 64 anos, e Juliana Pinheiro, 29. O filho do meio, Ademar Pinheiro, morreu há oito anos. O músico estava no terceiro casamento, com Lidia Caldas Fernandes, 57, com quem viveu por 18 anos e não teve filhos. Segundo Sulimar, professora aposentada, o pai viveu intensamente. “Era muito independente. E a música era a vida dele”, conta. “Há quatro anos, ele foi diagnosticado com um tumor no fígado. Foi operado e viveu mais três anos e meio.”

    “Era uma alma que não conheço igual, uma criaturinha sem
    explicação. Quando morria algum amigo nosso, era sempre o primeiro a tomar alguma iniciativa, a se levantar para ajudar”, elogia o bandolinista Dyonisio Della Penna, o Coqueiro. “Ele deixa um legado para todos nós. Além de grande músico, era uma simpatia, alegre, animado. A música brasileira deve muito a ele”, completa.

    Carreira
    Pernambuco do Pandeiro — na certidão, Inácio Pinheiro Sobrinho — nasceu em Gravatá de Bezerro (PE) em 30 de julho de 1924. Antes de completar um ano, mudou-se com a família para Lagoa de Roça (PB), onde viveu até o começo da adolescência. De lá, seguiu de navio, com a mãe e dois irmãos, para o Rio de Janeiro. Foi na capital fluminense que iniciou a carreira de músico, aos 15 anos, após ser aprovado, em primeiro lugar, no programa de calouros A hora do pato, na Rádio Mayrink Veiga.

    Quando conheceu Pixinguinha, numa roda de choro no Catumbi, Zona Norte do Rio, Pernambuco tocava cavaquinho. Foi o seu primeiro instrumento, presente da irmã, recebido aos 14 anos — e trocado, pouco depois, por um casal de canários. Sim, ele era apaixonado por passarinhos. E em entrevista ao repórter Irlam Rocha Lima, do Correio Braziliense, em janeiro de 2010, contou como a vida ficou sem graça sem o cavaquinho: “Eu era engraxate e vivia triste. Aí, o meu irmão mais velho, que era barbeiro, me deu um pandeiro, ganhado de uma dívida. Com menos de um mês, eu já estava tocando bem e passei a acompanhar os instrumentistas da gafieira Flor do Abacate, no Largo do Machado.”

    Depois de tocar em regionais de César Faria (pai de Paulinho da Viola), Claudionor Cruz, Abel Ferreira e Canhoto, ele criou o próprio grupo, em 1949. Seis anos mais tarde, quando precisou substituir o acordeonista, mandou buscar em Recife (PE) ninguém menos que Hermeto Pascoal. Pouco depois, em 1959, viria o convite de Juscelino Kubitschek: “Pernambuquinho, você tem coragem de ir comigo para Brasília?”. E ele veio. “Fichado” na Novacap — órgão pelo qual se aposentou —, o instrumentista criou o grupo Pernambuco do Pandeiro, suas Mulatas e seus Batuqueiros. E saiu animando casas da cidade nas décadas de 1960 e 1970.

  9. João Tomas do Amaral Says:

    Prezado Luis Nassif

    É com grande alegria que recebemos a sua contribuição, neste momento que o Mestre Pernambuco do Pandeiro nos deixa de maneira presencial, e certamente continuará com os apreciadores e admiradores do movimento do choro por meio de sua obra. Diga-se de relance não é pequena, a grande dificuldade de identificar o seu trabalho nas muitas gravações que realizou é a falta de cuidado e o descaso no registro das informações.

    Pernambuco do Pandeiro era uma grande fonte para a devida construção e reconstrução da história do choro marcadamente desde os 40 do século passado – século XX – até os dias atuais. Uma das marcas registradas e impressionantes nesse jovem era de fato a sua memória que costumava dizer – “Tenho memória de elfante”. Assim, a história da música brasileira perde mais uma de suas importantes fontes com uma vasta experiência por conhecimento de causa – estave presente em vários momentos importantes de nossa cultura musical, no Brasil e no exterior.

    Prezado Luis Nassif aguardamos novas participações em nosso site, bem como a sua participação no Programa Chorinho Brasil.

    Com os meus cumprimentos.

    Contamos com os Chorões de plantão!!!

    Até a prócima!!!

    João Tomas do Amaral

  10. João Tomas do Amaral Says:

    Olá, Amigos do Clube do Choro de Brasilia!!!

    Primeiramente, o nosso abraço ao Presidente do Clube do Choro de Brasilia – Reco do Bandolim -, e o nosso agradecimento pela manifestação no site Chorinho Brasil quanto a passagem para o plano espiritual do Mestre Pernambuco do Pandeiro. Ressaltamos, o orgulho que o Pernambuco do Pandeiro comentava sobre as ações pioneiras para a formatação do Clube do Choro de Brasilia, bem como sobre as atuais atividades desenvolvidas de forma referêncial para todos em pról do movimento do choro.

    E o foi no Clube do Choro de Brasilia que reencontrei o Mestre Pernambuco do Pandeiro, bem como o encontro inesquecivel, para mim, com o amigo Hamilton Costa, que durante anos conversavamos por telefone, cuja aproximação ocorreu por intermédio do nosso jovem Pernambuco do Pandeiro. A partir da intervenção do Mestre Pernambuco para uma melhor aproximção com o inequecivel Hamilton Costa passei a obter incriveis histórias envolvendo Carlinhos, Eli do Cavaquinho, Hamilton Costa, Pernambuco do Pandeiro e Waldir Azevedo.

    Com essas lembranças registro um abraço muito especial a Dona Izabel – a querida companheira de Hamilton Costa -, bem como a Dona Olinda Azevedo – esposa de Waldir Azevedo – que sempre dedicaram uma atenção muito especial quando dos nossos contatos. Foram conversas sempre agradaveis e com forte carga de sentimento, como a sempre amável e maternal acolhida realizada por Dona Izabel e Hamilton Costa.

    São muitas histórias que me vinculam a Brasilia, cidade onde estão vários amigos desenvolvendo um incrível trabalho dedicado ao movimento do choro. Assim, estamos com o site e o programa Chorinho Brasil a disposição para divulgarmos as ações do Clube do Choro de Brasilia, bem como dos chorões da cidade em suas atuações específicas por Brasilia e mundo afora.

    Com os meus cumprimentos a todos do Clube do Choro de Brasilia e aos chorões da nossa capital.

    Contamos com os chorões de plantão!!!

    Até a próxima!!!

    João Tomas do Amaral

  11. Kleber Lima Says:

    PERDER UM AMIGO

    Perder um amigo, é perder um abrigo
    Sair pelas noites, caindo nos bares.
    É como sumir de uma hora pra outra
    O seu crucifixo, a fé de rezar.
    É sentir-se mal onde não há ninguém
    Nenhum que te veja, e te faça sentar.
    E prender o sangue, para estancar chorar.
    É enterrar os dedos bem dentro dos olhos
    E chorar aos molhos até se molhar.

    Perder um amigo é perder um arrimo
    Que em tudo era ele que te sustentava
    É ir às campinas e ver que feneceu
    O rozeiral que vistes há pouco, inteiro.
    É subir a ponte e ouvir do precipício
    Um chamado no ouvido, sentir calafrio.
    É passar as noites do jeito noturno
    É abrir os retratos e lhe ver em tudo,
    Ou parte da vida que não faz sentido
    Antes do teu choro, choro pelo amigo.

    Perder um amigo é a gota mais lenta
    Quando se pensava que ainda tinha dentro.
    É olhar-se nos outros, a referência perdida,
    É como esquecer-se da roupa, da vida
    E entregar-se posto, diante de todo mal.
    No dia mais claro
    A hora imprevista para alguém chegar.
    Perder um amigo é perder coragem
    E virar, covarde, as costas pro mar,
    É ouvir virem ondas piratas do céu.
    Perder um amigo é caminhar ao léu
    É doer a cabeça, e não ter um remédio
    De não mais ter fim, nunca melhorar.
    É a necessidade de um psicanalista
    Perder um amigo é passar em revista,
    À frente dos túmulos, diante da saudade,
    Perder um amigo é ir antes da idade.

    Perder um amigo é perder o horário,
    É querer no íntimo, nunca mais acordar.
    Perder um amigo é a dor mais sentida,
    É contar por dia umas mil recaídas.
    É perder a gota de sangue, derradeira,
    Perder um amigo é baixar num hospital.

    (Poema do Piauiense Neno)

  12. Gustavo Simão-Guta do Pandeiro Says:

    João, parabéns por sua dedicação ao melhor do instrumental Brasileiro, o Choro, tão comentado e pouco divulgado, estivemos em muitas oportunidades em seu programa na Rádio Boa Nova, e sempre, lembro bem ,o nome do Grande Pernambuco do Pandeiro era lembrado. Tive oportunidade de aplaudí-lo a distancia, ele no palco eu na platéia, sei do valor que ele representa para nós, chorões de plantão, e principalmente os ritmistas que temos o Mestre como exemplo. O registro do seu programa com ele falando e tocando deveria ser divulgado para que essa turma jovem, soubesse valorizar aqueles que semearam o que colhemos hoje.Vamos em frente, nosso programa completou dois anos em Junho passado, continuamos batalhando, seguindo os ensinamentos do Grande INÁCIO PINHEIRO SOBRINHO. Forte abraço, Guta do Pandeiro;

  13. João Tomas do Amaral Says:

    Olá, Kleber Lima!!!

    Agradecemos a participação em nosso site, por meio desse maravilhoso poema de autoria do piauiense NENO, ao qual deixamos o nosso reconhecimento de gratidão por sua sensibilidade. Certamente, o Mestre Pernambuco do Pandeiro é daquelas pessoas que moverão sentimentos fortes de ausência presencial e confortará pela alegria e sua jovialidade.

    Continue, participando e enviando noticias de sua região sobre o movimento do choro.

    Contamos com os Chorões de plantão!!!

    Até a próxima!!!

    João Tomas do Amaral

  14. João Tomas do Amaral Says:

    Prezado Amigo Gustavo Simão – o nosso Guta do Pandeiro!!!

    Primeiramente, meu agradecimento pela dádiva da amizade e da sua arte. Pois é, mais um dos velhos chorões nos deixa de forma presencial, mas continuará por meio de suas histórias de vida e de arte – em pról do movimento do choro e da cultura musical brasileira -, bem como por seus vários registros sonoros em discos de seu conjunto – Pernambuco do Pandeiro e Seu Regional -, e ainda em discos que continuaram a circular de forma silenciosa, pois os registros históricos faltam, e faltam quase sempre, pois não não há um cuidado com a nossa história.

    As suas sugestões quanto aos vídeos do Pernambuco do Pandeiro realizadas durante o programa Chorinho Brasil estão a disposição, bem como disponibilizaremos outras ainda não editadas. Não deixem de ver e ouvir a disponibilizadas com a participação do Cezar do Acordeon, do Israel Bueno de Almeida e do Conjunto Retratos – Alex Mendes, Cezar, Alecsander, Fernandinho e Donizete.

    Prezado Guta, tem que aparecer no Programa Chorinho Brasil para batermos aquele com papo sobre o nosso choro, bem como desejo que divulgue a sua atuação na Webrádio aqui em nosso site e também no nosso Programa Chorinho Brasil, em que tantas oportunidades estivemos juntos. Portanto, ressalto que você faz parte da história do Programa Chorinho Brasil e do nosso Choro.

    Com os meus cumprimentos e o abraço amigo

  15. Allan Says:

    Nossa, vi uma apresentação dele uma vez… simplesmente um gênio, grande perda pra música Brasileira.

    Ontem o papai estava lamentando que alguns amigos dele haviam falecido. O Pernambuco do Pandeiro é um deles.

    Allan

  16. João Tomas do Amaral Says:

    Olá, Allan!!!

    Agradecemos a sua participação em nosso site.

    Aproveite as imagens constantes em nosso site do Mestre Pernambuco do Pandeiro e mostre, também, para o seu pai e ainda indique para os seus amigos que gostam da boa música. Estas imagens consagram um dos mais importantes instrumentistas brasileiros que valorizou o pandeiro, e que instigava alguns instrumentistas por sua liderança a frente de importantes músicos de nossa cultura musical – Como é que um pandeirista pode ser chefe de conjunto regional?, dizia o velho Mestre Pernambuco do Pandeiro sobre os argumentos de alguns de seus amigos instrumentistas, que não eram poucos, diga-se de passagem!!!

    O Programa Chorinho Brasi, com emissão pela Rede Boa Nova de Rádio, no próximo sábado – 23 de julho – apresentará uma coletânea de trechos das últimas participações, que contêm algumas de nossas conversar após a execução dealgumas composições. confira!!!

    Contamos com os Chorões de plantão!!!

    Até a próxima!!!

    João Tomas do Amaral

  17. Cesar Ricardo Says:

    Aqui pude, em especial, tocar ao lado de um grande personagem da nossa música brasileira. Pernambuco do Pandeiro dispensa comentários musicais. Sirvo-me humildemente desse espaço no Chorinho Brasil e das palavras, para agradecer em texto a minha e a sorte daqueles mortais que tiveram o privilégio da sua companhia! Escutar suas bem humoradas histórias sobre sua vivência de outrora com os “grandes” Pixinguinha, Waldir Azevedo, Jacob do Bandolim… é para muito poucos!
    Ao pé do ouvido, me fez um comentário que carrego comigo: “… Violão 7 cordas tem que ser assim: na miúda, pontuando, sem querer aparecer demais..”Com aquela simplicidade ímpar me ensinou.
    Salve Pernambuco!!!
    E finalizo com um de seus bordões:
    “ PARA UM AMIGO, UMA LEMBRANÇA,
    PARA NÃO ESQUEÇER MAIS
    QUEIRA-ME BEM QUE,
    NÃO CUSTA DINHEIRO”
    Em nome do Conjunto Retratos retribuo a sua benção!
    Cesar 7 cordas

  18. João Tomas do Amaral Says:

    Olá, Grande Cesar!!!

    Realmente, a trajetória do Mestre Pernambuco do Pandeiro é daquelas que provocam certa dose de euforia pela significância no convivio com ilustres referências e na humildade com que tratava os instrumentistas sem grande difusão no meio chorista. Sempre tratou com grande respeito aos instrumentistas de menor experiência, aos quais procurou orientar na busca da melhoria da qualidade em suas formas de interpretação.Em suma, sempre foi um grande incentivador dos jovens instrumentistas com dedicação em pról do movimento do choro.

    No final de semana, em que o Mestre Pernambuco do Pandeiro, esteve em São Paulo foi uma maratona, mas altamente significativa para todos que tiveram a oportunidade de compartilhar momentos maravilhosos, que emocionaram e alegraram o velho mestre. Em Indaiatuba, na sexta-feira – 15 de abril -, tocou no encerramento do 10º Prêmio Nabor Pires Camargo com Izaias e Seus Chorões com a participação do Derico do Quinteto do Jô Soares. Neste encontro Izaias e Seus Chorões estava integrado por Izaías Bueno de Almeida (bandolim), Israel Bueno de Almeida (violão de 7 cordas), Edmilson Capelupi (violão de 7 cordas), Getulio(cavaquinho) e Zequinha(pandeiro e percussão). No sábado de manhã fez questão de passar na Contemporânea para comprar alguns itens para incrementar o seu pandeiro e tocou na tradicional Roda de Choro liderada pela Arnaldinho, tendo levantado a plateia para os calorosos aplausos. E no período da tarde o Programa Chorinho Brasil com Cezar do Acordeom e o Conjunto Retratos.´Isto, certamente, Cezar, foi uma verdadeira honra para todos nós.

    Salve Cezar, lembrando Bonfiglio de Oliveira – A Cezar o que é de Cezar -, o movimento do choro segue a sua bela e sublime história, onde alguns são participes, outros registram e alguns terão vontade de conhecer. Para tanto, devemos contribuir para a sua construção, o seu registro e a sua consolidação.

    Abraços a todos os meninos do Conjunto Retratos!!!

    Contamos com os Chorões de plantão!!!

    Até a próxima!!!

    João Tomas do Amaral

    Contamos com os

  19. João Tomas do Amaral Says:

    Olá, Amigo João Fião!!!

    É muito bom ter notícias suas direto da bela, sublime, maravilhosa, e histórica Lisboa.

    Guardo com muito carinho as lembranças inesquecivéis de nosso encontro em Lisboa, com o Mestre Pernambuco do Pandeiro, o João Vaz, o Gabriel Godoi e a Sulimar – filha do Pernambuco -, no Restaurante Principe do Calhariz, na Calçada do Combro. Sentados à uma mesa no fundo do Restaurante a alegria com que o Mestre Pernambuco do Pandeiro ia lhe passando informações. Lembrando que as informações ao mesmo tempo que eram verbais, também as eram em execução. E nesse momento o pessoal presente – garçons e os clientes – pararam, de forma estatica, para ver e ouvir o seu padrinho Pernambuco do Pandeiro. Existem fotos desses momentos maravilhosas comigo e com a Sulimar, quem sabe vamos publicar algumas dessas fotos aqui no Site.

    Com a benção do padrinho Pernambuco do Pandeiro, como ele gostava de dizer – “a coisa é mais caraaa!!!” -, desejamos o seu pronto reestabelecimento e o seu retorno rápido para o Grupo de Choro Raspa de Tacho, pois o movimento do choro precisa da sua arte e da sua dedicação, principalmente pelo excelente trabalho que todos vocês do Raspa – João Vaz, Gabriel Godoi e Tércio Borges -, desenvolvem em terras lusitanas do outro lado Atlântico.

    Com os meus cumprimentos e o abraço amigo de sempre. Lembrando que dessa vez faltou o nosso café – brasileiro -, mas ao sabor lusitano.

    Contamos com os Chorões de plantão!!!

    Até a próxima!!!

    João Tomas do Amaral

  20. Antonio Gomes Says:

    O choro está tão vivo que ainda mantém seus conflitos: choro instrumental e choro cantado; grupos tradicionalistas, que se reúnem para tocá-lo (os clássicos), sendo proibida a mudança sequer de uma nota e os vários voos de originalidade sugeridos por músicos como Yamandu Costa, como o fez Rafael Rabelo, sem falar do grande Egberto Gismonti, que não deixou de fazer sua homenagem ao gênero que também o influenciou.

    O choro está tão vivo que ainda mantém seus conflitos: choro instrumental e choro cantado; grupos tradicionalistas, que se reúnem para tocá-lo (os clássicos), sendo proibida a mudança sequer de uma nota e os vários voos de originalidade sugeridos por músicos como Yamandu Costa, como o fez Rafael Rabelo, sem falar do grande Egberto Gismonti, que não deixou de fazer sua homenagem ao gênero que também o influenciou.

    Antonio Gomes é Músico, compositor e pedagogo.
    antonigomes@gmail.com

  21. Fausto Reis Says:

    Pernambuco do Pandeiro é PRESENTE – PASSADO e FUTURO

    Além de ter percorrido vários países divulgando a música brasileira e ter tocado no conjunto que acompanhava Waldir Azevedo.

    Ainda em Brasília, em 1982, apadrinhou e deu o nome à dupla Dois de Ouro, formada por Fernando César e seu irmão Hamilton de Holanda que na época tinha apenas seis anos de idade.

    Fausto Reis

  22. Nonato Says:

    Tocava duas vezes com ele e curtia tambem o balanço que ele tinha no pandeiro que era muito arretado… mais onde estiver e um grande guerreiro que deus o abencoe…

    Nonato Costa – Imperatriz – MA

  23. Gabriel Godoi Says:

    Para nós do Grupo de Choro Raspa de Tacho foi uma enorme alegria ter convivido com o grande Pernambuco quando da sua visita à Lisboa, na companhia do João Tomás. Pernambuco era de uma simpatia enorme e uma generosidade também imensa… foi pena não termos aproveitado para registar com música esse encontro.

    Ficará para sempre na história do choro este grande músico brasileiro!

    Valeu Pernambuco!

  24. João Tomas do Amaral Says:

    Olá, Antonio Gomes!!!

    Agradecemos a sua participação e contribuição que certamente coloca valor na discussão sobre o movimento do choro, ao envolver as mais variadas vertentes – o instrumental e o cantado, o tradicional e o contemporâneo, a formatção dos grupamentos – o regional e as demais variantes, o nacional e o internacional, e as linguagens em cada região deste país continental.

    Independentemente, das preferências, o importante é que na raiz deste movimento musical se mantem a essência desde os seus primórdios, cuja qualidade possibilitou o surgimento de outros gêneros importantes de nossa cultura musical. E como dizia o nosso velho Mestre Pernambuco do Pandeiro – “Não importa o gênero musical com o qual o instrumentista se apresenta para o público, pois no momento dedicado ao instrumentista é no choro que estamos juntos”. Pois é, o choro é de fato a música do instrumentista.

    Prezado Antonio Gomes continue participando e contribuindo com os nossos visitantes, que têm uma expressiva admiração pelo nosso velho, mas sempre renovado e jovem choro.

    Contamos com os Chorões de plantão!!!

    Até a próxima!!!

    João Tomas do Amaral

  25. João Tomas do Amaral Says:

    Olá, Fausto Reis!!!

    É uma alegria receber a sua contribuição em nosso site, no momento em que o Mestre Pernambuco do Pandeiro nos deixa de forma presencial. Mas a sua citação está correta, pois Pernambuco do Pandeiro é passado, é presente, e certamente é futuro por sua obra significativa em pról da musica brasileira, e principalmente para o Movimento do Choro.

    Nas várias conversas comigo, sempre comentou do apreço que tinha por você e pela forma como toca cavaquinha. O Mestre Pernambuco do Pandeiro gostava de afirmar que com você, revivia a histórica interpretação de Brasileirinho de Waldir Azevedo, como costumava dizer – “Naquela paulera, não é fácil, não!!!”

    Tinha esperança de vir com você a São Paulo e tocar no Programa Chorinho Brasil. Ainda aguardamos a sua participação, o que fará o Mestre Pernambuco vibrar de alegria.

    Envie um contato telefonico para uma participação no Programa.

    Contamos com os Chorões de plantão!!!

    Até a próxima!!!!

    João Tomas do Amaral

  26. João Tomas do Amaral Says:

    Olá, Nonato Costa!!!

    Agradecemos a sua participação direto de Imperatriz, no Maranhão, e por seu depoimento relativo ao Mestre Pernambuco do Pandeiro.

    Realmente, o Mestre Pernambuco sempre será uma das nossas maiores referências na execução do Pandeiro. O seu ritmo e balanço nunca será esquecido.

    Contamos com os Chorões de plantão!!!

    Até a próxima!!!

    João Tomas do Amaral

  27. João Tomas do Amaral Says:

    Olá, Amigo Gabriel Godoi!!!

    Primeiramente, o meu abraço de terras brasileiras – paulistanas – para a nossa querida terra lusitana – Lisboa – para você e todos os integrantes do Grupo de Choro Raspa de Tacho.

    Nesse momento, registro o grande apreço que o Mestre Pernambuco do Pandeiro tinha presencialmente e terá espiritualmente pelo Grupo de Choro Raspa de Tacho. Certamente, a perda de registrar em música a presença do Mestre Pernambuco com o Raspa de Tacho, em Lisboa, nos deixa desconcertantes, pois seria um momento histórico. E por falar, em histórico, foi o nosso jantar no Principe de Calhariz, no Combro. Maravilhoso momento, o pessoal parou para ver e ouvir o Mestre Pernambuco passando as lições e o pandeiro ao João Fião.

    Realmente, uma noite lisboeta inesquecível para o Pernambuco do Pandeiro, a Sulimar -filha do Pernambuco-, o João Vaz, o João Fião, com você – Gabriel Godoi -, e para mim. Maravilha!!!!

    Com o meu abraço amigo.

    Contamos com os Chorões de plantão!!!

    Até a próxima!!!

    João Tomas do Amaral

  28. Jorge Cardoso Says:

    Pernambuco do Pandeiro foi um amigo inesquecível. Companheiro de inúmeras rodas de choro e apresentações, sempre teve um carinho especial comigo. Possuía um entusiasmo pela música que nos contagiava. Era meu vizinho em Brasília inclusive, para minha alegria. Foi pandeirista de excelentes músicos e realizou turnê fazendo parte do Conjunto de Waldyr Azevedo na Alemanha… O conjunto era formado por excelentes músicos como Carlinhos 7 cordas (Bombril) e o saudoso Hamilton Costa, também grande amigo. Estes músicos inauguraram e promoveram o Choro na cidade de Brasília e Pernambuco foi um dos principais batalhadores.

    Em 1998, quando desejei me transferir para Brasília, ele me deu uma força especial. Falou que iria inclusive fazer uma promessa à Santa Cecília, padroeria dos Músicos… E tudo aconteceu conforme seu pedido.
    Possuía muita fé em Deus e na vida. Agradeço a ele o carinho, a amizade e o respeito que sempre pautou nossa amizade musical.

    Obrigado, Pernambuco, meu conterrâneo nordestino e chorista…
    Agradeço também ao irmão João Tomás pelo espaço destinado a uma
    homenagem repleta de afeto e reconhecimento.

    Jorge Cardoso

  29. Jessie Says:

    Nossa, vi uma apresentação dele uma vez… simplesmente um gênio, grande perda pra música Brasileira…

    Jessie-DF

  30. Freitas Says:

    Nós Uberabenses tivemos o prazer de conviver por vários anos com esse gênio da música brasileira, que se apresentava frequentemente com o grupo Chorocultura.

    Pernambuco tocou também com grandes nomes da música brasileira, como Pixinguinha, Orlando Silva, Nelson Gonçalves, Aracy de Almeida e Dalva de Oliveira, entre outros. A 5 anos deixou Uberaba e se instalou em Brasília, onde também incentivava o Choro, participando de um grupo de Choro do Lago Norte. Aos 87 anos, ele deixa um legado de boa música que provavelmente tem muito mais valor fora do Brasil; aos que gostam de boa música, fica a certeza de que foi uma honra.

    Freitas
    UBERABA-MG

  31. João Tomas do Amaral Says:

    Olá, Amigo Jorge Cardoso!!!

    O nosso agradecimento pela sua participação, nesta singela homenagem ao Mestre Pernambuco do Pandeiro, que tantas atividades desenvolveu e participou, tanto no Brasil quanto no exterior, em pról de nossa cultura musical, principalmente pela sua contribuição para o Movimento do Choro.

    Certamente, é uma alegria saber de sua convivência com este “monstro” sagrado de nossa música popular, por sua musicalidade, talento, criatividade, e amizade. Assim, ficamos imaginando a quantidade de histórias vividas nas mais variadas Rodas de Choro, nas quais você participou com o nosso Pernambuco do Pandeiro.

    O seu breve relato dessa convivência, inclusive, morando próximos na cidade de Brasilia gera uma grande expectativa e contribui na construção de imagens sobre os possíveis encontros e as respectivas conversas sobre a vida e o choro. Essas histórias compôem um universo interessante, pois é um dos elos importantes entre gerações.

    Prezado Amigo Jorge Cardoso você estave com o nosso Mestre Pernambuco do Pandeiro em várias oportunidades. Isto foi uma dádiva.

    Com o abraço amigo de sempre.

    Contamos com os Chorões de plantão!!!

    Até a próxima!!!

    João Tomas do Amaral

  32. João Tomas do Amaral Says:

    Olá, Jessie!!!

    Registramos a nossa satisfação pela sua visita e participação em nosso Portal dedicado ao Movimento do Choro. A sua informação de que assistiu a um gênio da música brasileira é um fato, pois podemos afirmar que – o Pernambuco está para o Pandeiro, assim como o Pelé está para o Futebol.

    Continue visitando e participando de nossa viagem pelo Universo do Choro, que é uma das mais importantes vertentes musicais em todo o planeta.

    Contamos com os Chorões de plantão!!!

    Até a próxima!!!

    João Tomas do Amaral

  33. João Tomas do Amaral Says:

    Olá, Freitas!!!

    O Mestre Pernambuco do Pandeiro durante um bom tempo residiu na cidade de Verissimo, e sempre que comentava comigo dessa sua passagem por Minas Gerais, tinha uma grande alegria em falar de sua convivência musical com o pessoal de Uberaba, e dos integrantes do conjunto Chorocultura.

    O Mestre Pernambuco do Pandeiro possuia um forte intenção de que o conjunto Chorocultura fizesse contato e participasse do Programa Chorinho Brasil. Assim, a moçada do Chorocultura está convidada a concretizar um dos sonhos do nosso Pernambuco – participar do nosso Programa Chorinho Brasil. É só fazer contato!!!

    Contamos com os Chorões de plantão!!!

    Até a próxima!!!

    João Tomas do Amaral

  34. Eng. Ailton Candeia Says:

    João,Pernambuco além de ser o maioral do pandeiro, trazia consigo uma biblioteca viva e ambulante da Música Popular Brasileira, particularmente do nosso Chorinho, considerando que o mesmo testemunhou os grandes momentos e apresentações dos Músicos clássicos da MPB.Nós, que acompanhamos o Chorinho Brasil, tivemos oportunidade de todos os sábados a tarde enriquecermos o nosso conhecimento e desfrutarmos de bons momentos da MPB, por quase todas as vezes vestida de nosso estilo o Chorinho, graças a presença física e com certeza continua espiritualmente do grande Inácio Pinheiro Sobrinho, o “Mestre Pernambuco do Pandeiro”.

    Abenção, Pernambuco do Pandeiro;

    Eng. Ailton Candeia de Lima
    Juazeiro-Ba
    19/08/2011

  35. João Tomas do Amaral Says:

    Olá, Prezado Engenheiro Ailton Candeia!!!

    Agredeço a sua participação em nosso Portal Chorinho Brasil, bem como registrar a alegria em tê-lo como ouvinte constante e atuante, em Juazeiro – BA, do nosso Programa Chorinho Brasil, emitido pela nossa querida Rede Boa Nova de Rádio, todos os sábados a partir das 15 horas -horário de Brasília.

    Realmente, você frisou pontos importantissimos com referência ao nosso Mestre Pernambuco do Pandeiro em sua importante trajetória pela nossa cultura musical com contribuições no Brasil e no exterior. O nosso velho Mestre era um jovem com caracteristica únicas, mantidas em toda a sua trajetória de vida pela dadiva Divina.

    Caro, Ailton Candeia!!! Tivemos a alegria de compartilhar pelo Programa Chorinho Brasil as suas experiências, as suas alegrias, e algumas angustias que naturalmente a música brasileira proporciona aos seus protagonistas. Certamente, o Programa Chorinho Brasil proporcionou aos admiradores e amantes da nossa cultura musical momentos que sempre encontrarão eco na saudade.

    Contamos com os Chorões de plantão!!!

    Até a próxima!!!

    João Tomas do Amaral


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