Zé Barbeiro apresenta “No Salão do Barbeiro”

qua, fev 23, 2011

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Zé Barbeiro apresenta “No Salão do Barbeiro”

A idéia do show é reunir um conjunto de composições inéditas, entre as mais de 150 composições de Zé Barbeiro (59), escolhidas e pensadas para atrair um publico que gosta de dançar. O foco na seleção do repertório foi a versatilidade das composições de Zé Barbeiro no diálogo com os diferentes ritmos, que com uma linguagem própria revela a sua identidade de chorão nas estruturas das composições, e na diversidade do repertório que transita entre suas raízes nordestinas, e a forte influência do samba na sua formação como músico popular. Serão ao todo 14 composições de diferentes ritmos: choro, baião, samba de gafieira, rumba, frevo entre outros que fazem parte do repertório de “No Salão do Barbeiro”. Em três músicas os casais de dançarinos de dança de salão; Ale Cantinho (44) e Márcia Val (28), Gustavo Albani (26) e Aline Cleto (22), se apresentarão no palco do Projeto Rumos para reforçar o conceito deste trabalho. Entre os músicos que farão parte da banda estão; Rodrigo Y Castro (35) , Alexandre Ribeiro (27), Leo Rodrigues (25) e Fabrício Rosil (34), representando a nova geração de chorões do Estado de São Paulo, o acordeonista Cleber Rodrigues (26), o contrabaixista Edu Malta (38), e o baterista Giba Alves (43)“No salão do barbeiro”, é um espetáculo que propõe trabalhar o choro através de uma linguagem própria para bailes. A intenção é buscar um meio de reaproximar a dança do choro. O tema da gafieira pretende atrair o publico que gosta de dançar, e promover um trabalho de choro contemporâneo que apresenta as novas tendências do gênero e a nova geração de chorões do Estado de São Paulo.

Em sua apresentação no Projeto Itaú Rumos 2011, dia 27 de fevereiro de 2011 (Domingo), Zé Barbeiro lançará o seu novo trabalho que sairá em áudio ao Vivo através do projeto “ No Salão do Barbeiro”, que consiste na gravação de um SMD e a disponibilização de faixas para donwload pela internet, através de um site exclusivo do projeto que terá lançamento nacional em agosto de 2011 com apoio do PROAC da Secretaria de Estado da Cultura. Contexto e Conceitos do Projeto. O projeto “No Salão do Barbeiro” pretende mostrar as novas tendências do choro contemporâneo de São Paulo, reunindo jovens instrumentistas entorno de um repertório inédito de um veterano chorão da cena da música paulista. Zé Barbeiro em sua obra concilia o tradicional e o moderno em uma linguagem alegre, desafiadora, propondo um modo particular de choro, com uma rítmica arrojada e inovadora que apontam novos horizontes para a renovação do gênero. A idéia de reaproximar o choro da dança vem da vontade de promover um resgate as origens do choro, através de um novo diálogo com a o público que pratica dança de salão, com o propósito de abrir outros caminhos de circulação de shows para difundir a produção contemporânea do choro.

No período de sua formação, em meados do Séc. XIX, o choro e a dança, estavam associados aos bailes onde se tocavam os diversos ritmos europeus que mais tarde fundiram-se a música brasileira. Atualmente o choro, apesar da reconhecida importância para a nossa música, traz em sua imagem uma referência direta ao passado histórico do Brasil, e hoje é geralmente tocado em rodas de bares, teatros, e dificilmente associado aos bailes para dançar e a produção contemporânea da musica brasileira. Os clássicos do choro ficaram conhecidos pelo público geral e estão presentes na memória coletiva de grande parte dos brasileiros que associam o gênero as cenas e fotografias que ilustram o passado. No entanto, a produção de choro continua presente, atuante e atemporal. Existem músicos chorões em todos os estados brasileiros produzindo e reinventando repertórios. Dois fortes núcleos do Choro Contemporâneo como Rio de Janeiro e Brasília, revelou, nas últimas décadas, grandes jovens instrumentistas. Zé Barbeiro acompanhou músicos conceituados e ajudou a transformar o Estado de São Paulo em um dos pólos da produção chorística do país. Porém há muito tempo a produção contemporânea do choro paulista tem encontrado dificuldades de se manifestar em círculos não especializados no gênero. A intenção deste trabalho é promover o Choro Contemporâneo em um formato que propõe o resgate das origens do choro através da reaproximação com a dança, com uma leitura moderna, e um repertório inédito de composições interpretadas pela nova geração de chorões do estado de São Paulo.

Release – Zé Barbeiro

Nascido em 1952 em São José do Campos, Alagoas, radicou-se com a família, ainda menino em Carapicuíba, onde logo aprendeu com o pai a profissão de barbeiro. Foi ali mesmo que influenciado pela força da jovem guarda, descobriu o violão, e entre um corte de cabelo e outro, aprendia sozinho ou com os músicos que ali passavam, a tocar este instrumento. Foi em 70 que se aproximou das rodas de samba, onde exercitou seu senso rítmico e desenvolveu a sua “pegada”, que mais tarde iria marcar o seu estilo de tocar. O choro aparece como uma conseqüência deste percurso, e através de um convite de Américo do Bandolim, passou a fazer parte do seu conjunto para tocar na noite paulistana. Foram diversos bares importantes como “vou vivendo”, “clube do choro”” entre outros.

Na década de 80 integrou-se a caravana do programa o Samba pede passagem, onde tocou com Leci Brandão, Zeca Pagodinho. Também acompanhou Elizete Cardoso, Ângela Maria, Silvio Caldas, Noite Ilustrada, Raul de Barros, Raul de Souza, Altamiro Carrilho, Carlos Poyares, Armandinho da Bahia, Emilinha Borba, Yamandú Costa, Dominguinhos, Martinho da Vila, entre outros.

Em 2005 veio o reconhecimento como violonista, com a participação no projeto Violões do Brasil, onde deu seu depoimento e gravou duas músicas em Cd. Neste mesmo período, fez os arranjos e dirigiu o Cd premiado Divino Samba Meu da cantora D. Inah, com quem tocou no exterior, acompanhou Danilo Brito em suas apresentações no prêmio Visa de Musica Instrumental. E lançando-se a um novo desafio, passou a compor, e formou junto com alguns colegas, o grupo Choro Rasgado, dando origem ao Cd Baba de Calango indicado em 2006 para concorrer ao prêmio Tim categoria instrumental. Inscreveu algumas de suas composições em festivais e foi contemplado com prêmios de 1° e 2° lugar. Apresentou-se ao público pela primeira vez como compositor em (2007) no projeto do SESC Este choro é meu.

Em 2008 foi o vencedor do Projeto Pixinguinha 2008- Prêmio Produção, em 2009, lançou o seu primeiro Cd autoral de título Segura Bucha e fez mais de 10 shows pelo Estado de São Paulo sob a chancela do Programa de Apoio a Cultura do Governo Estadual. Em 2010 foi contemplado pelo Itaú Rumos e pelo Programa de Apoio a Cultura do Governo Estadual e irá lançar em 2011 o trabalho “No Salão do Barbeiro”, registrando mais 14 composições de sua obra que já alcança 300 músicas.



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