“A atemporalidade do Meu Amigo Garoto” por Mário Albanese

qui, mai 23, 2013

Artistas, Vivendo o Choro

“A atemporalidade do Meu Amigo Garoto” por Mário Albanese

A atemporalidade desse lançamento em livro misturou influências e nos permitiu erodir as fronteiras entre os gêneros e reafirmar o carisma inigualável do Garoto. Seu talento inato atingiu o mais alto grau que o espírito humano pôde atingir e que somente o gênio possui. Garoto cresceu em meio aos sons dos instrumentos de corda e observando seus familiares tocando, até o dia em que ganhou do irmão Domingos um banjo. Sua precocidade correu célere e ganhou fama como O Garoto do Banjo!

O menino aninhava em seus bracinhos, com carinho e desenvoltura, além do banjo, cavaquinho, bandolim, violino, violão, guitarra portuguesa e havaiana, violoncelo, contrabaixo e bandola, um violão de oito cordas com sons graves. Emérito improvisador, criou novas estruturas para esses instrumentos que o transformaram em elo entre a música popular e erudita, diminuindo o hiato existente. Com ele a música foi um organismo vivo, pulsante e, em permanente evolução. Inventou em 1931, juntamente com o luthier Del Vecchio, o Violão Tenor, também chamado de Violinha. Esse instrumento tem uma placa de alumínio na caixa de ressonância e afinação em quartas: LÁ RÉ SOL DO, foi e é muito utilizado nos conjuntos regionais.

A reconstrução do período de convívio com o Garoto tornou-se uma avaliação estética reveladora das miudezas de sua família, estrutura de uma carreira curta mas, de enciclopédica definição. Ao compor Meu Amigo Garoto eu o homenageei em vida e com o particular orgulho de ser seu parceiro em Amor Indiferença criando a letra. Com o Garoto amadureci e a minha reverência pelo violão se concretizou.

O pensamento cria, o desejo atrai e a fé no trabalho realiza!

Mário Jequibau Albanese



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