Falecimento do Luthier Manoel Andrade

ter, jun 4, 2013

Artistas, Notícias

Falecimento do Luthier Manoel Andrade

Infelizmente recebemos a triste notícia que o Luthier Manoel Andrade faleceu no dia de hoje, famoso pelos seus instrumentos musicais, o ex-concertista erudito, fabricava instrumentos musicais há mais de 25 anos.

Natural do Paraná iniciou seus estudos de violão aos 10 anos de idade. Apaixonado pelos instrumentos, começou a fabricá-los quando tinha 20 anos. Artesão autodidata seu trabalho é fruto de incansáveis pesquisas e estudos, unindo arte, bom gosto, simplicidade e competência singulares.

Obtivemos a informação que o velório de Manoel Andrade será realizado amanhã (05/06) no Cemitério Vila Nova Cachoeirinha na zona norte de São Paulo às 10h da manhã.
Endereço: Av. João Marcelino Branco, s/n – Vila Nova Cachoeirinha – São Paulo, 02610-000
Telefone: (11) 3859-4583

Confira a matéria com fotos e vídeos de Manoel Andrade publicada pelo site Não Só o Gato, clicando AQUI!





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12 Comentários para “Falecimento do Luthier Manoel Andrade”

  1. celso luchesi Says:

    Uma notícia muito triste. Uma perda para a música, especialmente para o chorinho e o violão. Ele fez muito pela preservação e divulgação do gênero. Estive com ele na véspera do seu falecimento e batemos um bom papo. Tomamos um café e conversamos sobre música, futebol – o Manoel era santista, etc. Ele disse que há alguns dias não se sentia bem. Ele achava que tinha comido algo que tinha caído mal… Talvez já fosse o sintoma de algo mais grave. Que descanse em paz certo de que escreveu uma história digna e que não será esquecida. Seus violões, cavaquinhos etc continuarão mostrando seu valor. Votos de pesar ä família e aos amigos.

  2. Wagner do Cavaco Says:

    Realmente passado. Uma triste notícia mesmo. Conheci o Manoel que inclusive na década de noventa visitou por várias vezes minha escola. Nunca irei esquecer que grande violonista ele foi. Uma pena mais um que parte. Que Deus o tenha meu amigo. Além de músico um grande Luthier.

  3. João Tomas do Amaral Says:

    Olá, Celso Luchesi!!!

    Agradecemos o seu depoimento em nosso Portal Chorinho Brasil, principalmente pela homenagem ao amigo e mestre luthier Manoel Andrade que sempre teve um trato amistoso e acolhedor.

    Suas rodas de choro e de violão sempre formaram um dos mais importantes pontos de encontro para todos que apreciam e admiram a música brasileira. Desde a Rua Baruel na Casa Verde à Rua Alfredo Pujol, em Santana, Manoel Andrade sempre pertenceu a um circuito de convergência de instrumentistas experientes e jovens aprendizes que têm no Movimento Choro a sua expressão maior.

    Contamos com os Chorões de Plantão!!!

    Até a próxima!!!

    João Tomas do Amaral

  4. Gabriel Godoi Says:

    Realmente triste esta notícia… conheci o Manoel brevemente em 2000, quando procurava um sete cordas…. fui levado por um amigo ao seu atelier na Casa Verde, e fiquei logo com um de seus instrumentos, desde então o meu principal, usado não apenas no choro e no samba mas para vários outros gêneros, ao vivo e em gravações… Ele foi de uma gentileza e simpatia enormes naqueles poucos dias, pois lhe pedi para fazer uns ajustes e uma tampa para o bocal, nas mesmas madeiras do violão, que ficou excelente…. Contava em poder visitá-lo numa próxima visita ao Brasil… uma pena!
    Abraços ao João Tomás e aos chorões….

  5. Leandro Caldeira Says:

    Tomei conhecimento agora! que tristeza, que tristeza. Uma enorme perda para os poucos apreciadores do violão erudito.
    Meu primeiro encontro com o Manuel foi em 1991, na Dr. Luiz Barreto, Bexiga – casa do Sr. Ronoel Simões, foi lá, aos meus 14 anos de idade, que vi um grande violonista, o melhor que já ouvi tocando, Manuel no auge da forma técnica e musical, obras de grande envergadura eram tocadas por ele. Bárrios, Aguado, Segóvia e por aí vai – tudo ali, na minha frente ao vivo. No mesmo ano adquiri um dos primeiros violões feito por ele, foi um violão experimento, pois ainda desenvolvia sua habilidade como luthier. Era um violão feito de imbuia tirada de um velho guarda-roupas, uma relíquia, pois tratava-se de um dos primeiros. Fiquei vinte anos sem contato com Manuel e voltei a encontrá-lo este ano (março 2013), pois havia perdido o violão de 1991 em um acidente e queria outro feito por ele. Quando comentei a ele a respeito do antigo violão ouvi o seguinte:
    _Se você o tiver ainda, nem que for os pedaços, traga-me e dou a você qualquer um destes aqui. Fiquei surpreso e o perguntei se o desejo de ter aquele velho violão era para guardá-lo como relíquia, pois era um dos primeiros feito por ele, foi quando me respondeu:
    _Olha realmente se for possível eu o quero, mas não é para guardá-lo não, é para queimá-lo e destrui-lo de uma vez por todas, pois aquilo (o velho violão) me queima o filme como Luthier, poxa era só um experimento feito de guarda-roupas.
    E após a frase soltou aquela guargalhada exagerada…

    Disse a ele que infelizmente não tinha mais aquele velho violão e que gostaria muito de outro, no entanto eu não tinha condições financeiras para comprar um novo dele. Foi quando ele me ofereceu qualquer um daqueles belos violões de jacarandá com abeto e disse que eu poderia pagar da forma que desse – 100, 200, 300 por mês e que eu não poderia ficar sem um violão, pois fazia parte de nossa vida, estava no sangue.
    Não quis me aproveitar da bondade dele e disse que iria guardar uma boa entrada e aí sim voltaria para comprar uma daquelas maravilhas.
    Que pena, que pena, não deu tempo…perdi o meu violonista referência, quem eu, à época de adolescência, queria me espelhar como instrumentista.

    Deixo aqui meus sentimentos e que Deus o tenha, meu amigo!

  6. Celso Eduardo Says:

    Infelizmente perdemos um dos melhores Luthier do Brasil e felizmente consegui ter um instrumento feito por suas mãos. Meu cavaquinho MA é muito bom!!! E como pessoa sem comentários era 10 e o café que ele fazia incomparável. É isso aí gente perdemos uma pessoa muito especial

  7. Antonio Jose Braz Says:

    Meu DEUS somente hoje fiquei sabendo da partida de meu amigo. Tive o prazer de te-lo como amigo. Lembro do primeiro dia que o conheci, isso em 1996, qdo fui levar um cavaquinho para ele consertar e comprei um dele. Detalhe, não tinha como pagar e ele simplesmente aceitou apenas minha palavra que iria pagar com pudesse ( em prestações). Tempos depois este amigo fez um outro cavaco para minha filha e uma banjo, após tanta insistência minha, pois ele não gostava do banjo. Sinto não ter podido velo recentemente. Realmente não sei o que pensar. Peço á DEUS que de o descanso a ele merecido, e nos conforte pela ausencia dele. Manoel valu por tudo, fica com DEUS.

  8. José Roberto Furquim Cabella Says:

    Conheci o Manoel Andrade há alguns anos, quando depois de algum tempo estudando violão popular, resolvi começar a estudar violão clássico. Para tanto adquiri um violão dele. Na época, tendo tomado conhecimento das rodas de choro, cheguei a comparecer a uma delas. Agora, vendo que o meu atual professor Claudio, adora o meu violão, resolvi presenteá-lo com um similar. Entretanto, qual não foi a minha decepção e tristeza ao procurar o Manoel e tomar conhecimento do seu falecimento. Que pena! Que Deus o tenha em bom lugar. Esta é a minha segunda tristeza no mundo da música. A primeira foi o falecimento do meu primeiro professor de clássico, o saudoso Henrique Pinto.

  9. João Tomas do Amaral Says:

    Prezado José Roberto Furquim Cabella

    Agradecemos a sua visita ao Portal Chorinho Brasil, bem como pelo seu depoimento.

    Certamente, necessitamos de maior interação entre os apreciadores e admiradores da boa música brasileira.

    Sua citação reforça a necessidade divulgarmos melhor as pessoas que estão desenvolvendo ou desenvolveram atividade em pról da nossa música como são os casos do Henrique Pinto e do nosso Manuel Andrade.

    Assim, aguardamos as contribuições de todos nesse propósito que deve ser a bem da nossa cultura musical.

    Contamos com os Chorões de Plantão!!!

    Até a próxima!!!

    João Tomas do Amaral

  10. Marcelo Soares Says:

    O sr Manoel foi um pai para mim,gostaria de ter dito isto a ele,chorei e sinto uma dor muito forte em meu peito por ele ter ido fora do combinado.
    Estive com ele por varias vezes,pois paguei meu violão e bamdolin em suaves prestações,sua voz e seu jeito de ser,e o cheiro de seu café estarão em minhas memorias e lembranças por toda vida.
    Perdi mais que um amigo,a biblia diz que a amigo mais chegado que um irmão.
    Até um dia Sr.Manoel Andrade

  11. Ricardo Dias Says:

    Infelizmente vim a saber e confirmar essa tristeza somente agora. Há alguns anos não o via.Nunca fui tão bem tratado em um meio musical quanto em sua roda de choro na Baruel. Pessoas maravilhosas sob a batuta e hospitalidade do sr.Manoel. Fui seu parceiro em algumas vendas de bandolins e um violão tenor para americanos , e acredito que seu legado siga muito bem apreciado pelos E.U.A. Que deus o abençoe muito em seu colo.

  12. João Tomas do Amaral Says:

    Olá, Ricardo Dias!!!

    Agradecemos a visita ao Portal Chorinho Brasil, principalmente, para
    compartilhar alguns pormenores de sua convivência com o saudoso Manoel Andrade.

    Lembranças desde a Rua Baruel na Casa Verde, certamente, local de muita música e de encontros interessantes entre apreciadores e admiradores do movimento do choro.

    Atualmente as suas Rodas de Choro seguiam firme e forte na Rua Alfredo Pujol, em Santana, com o mesmo espírito – a gostosa convivência por intermédio das músicas e com os músicos de Choro!!!

    Contamos com os chorões de plantão!!!

    Até a próxima!!!

    João Tomas do Amaral


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