“No Dia da Consciência Negra: Machado de Assis também na Música” por Mário Albanese

qua, nov 20, 2013

Artistas, Vivendo o Choro

“No Dia da Consciência Negra: Machado de Assis também na Música” por Mário Albanese

Joaquim Maria Machado de Assis.  21.06.1839 – 29.09.1908.

Mulato, epilético, neto de escravos e filho de uma família muito pobre, Machado de Assis, nasceu e morreu no Rio de Janeiro. Cronista, dramaturgo, jornalista, poeta, novelista, romancista, crítico e ensaísta. Órfão da mãe foi criado pela madrasta no Morro do Livramento numa comunidade de trezentos mil habitantes dos quais a metade era formada por escravos.

À Carolina, Soneto de Machado de Assis, na Música de Mário Albanese.

Machado de Assis também na música.  (Notícias Populares de sexta-feira 23 de setembro de 1988.)

Academia Brasileira de Letras recebe poema de Machado de Assis musicado por Mário Albanese. (Diário do Grande ABC, domingo 30.10.1988)

Albanese faz Machado de Assis virar compositor. (Manchete, RJ, 09.10.1989.)

Sesquicentenário de Machado de Assis em 1989.

Tive o invulgar privilégio de ouvir, em audição especial no Museu da Literatura, Casa de Mário de Andrade, o soneto À Carolina, musicado pelo maestro e compositor Mário Albanese, evento que contou, entre outras personalidades, com a presença do ilustre presidente da Academia Brasileira de letras, Austregésilo de Athayde. O soneto gaiola de ouro da expressão poética, todo um universo de concepções e imagens cercado pela rigidez quase tirânica dos 14 versos em que foi concebido, torna-se matéria prima de difícil manuseio para aqueles que se arriscam em substituir sílabas por notas musicais, frases de sonoridade literária, por fraseado melódico, máxime pela exígua e limitada moldura que envolve o conteúdo poético a ser trabalhado! O músico conseguiu que a derradeira homenagem à Carolina, pequena obra-prima do prosador-poeta Machado de Assis fosse transformada em lírica, sonora e suave despedida, acalento para ninar o sono eterno e pranteado de um grande amor.  É minha convicção, modesto admirador que sou do músico-irmão Mário Albanese e do prosador-amante Machado de Assis, fundador da Academia Brasileira de Letras, que essa parceria post-mortem, é uma aliança perfeita à embalar o descanso da amada, elegia mais que perfeita para perpetuar a imorredoura saudade de quem tanto amou!

Armando Blundi Bastos.



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