“A Etnografia Musical” por Mario Albanese

ter, mar 25, 2014

Artistas, Vivendo o Choro

“A Etnografia Musical” por Mario Albanese

A etnografia musical revive as canções folclóricas regionais para melhorar sua compreensão e significado. Essa apreciação permite o discernimento de gêneros, formas e estilos de música.

Sinfônica é a orquestra subvencionada pelo Estado.
Filarmônica é a orquestra sustentada por entidade particular ou pelos amigos da música.
Musicoterapia é uma técnica fundamentada na música para tratamento de problemas psíquicos ou psicossomáticos. De fato, a música interfere na educação, na conduta individual e social, participando, enfim, dos mais diversos acontecimentos da vida. Tenha-se como um exemplo emblemático a música de Rouget de l’Isle a Marselhesa hino que tornou-se um canto de todas as bocas para estimular e dar sentido à Revolução Francesa.
Música não é passatempo fútil e inútil!
A música de ritmo vivo e animado desperta a alma da multidão e serve também para energizar o início de um dia de trabalho. Por outro aspecto a música instrumental insinuada, nos ambientes de trabalho ou de convívio social, promove, sem que se perceba, descontração e relaxamento. Na igreja o estado emocional que a música gera impulsiona os fiéis à introspecção. A música elimina as diferenças sociais, de etnia, de educação e de religião. Cria um sentido de igualdade e de interesse comum que expande a solidariedade humana. O espírito das multidões pode ser impelido para o bem ou para o mal. Assim, as coletivas e o pânico são motivados por determinado gênero de música. A humanidade intuiu esse fenômeno e recorre à música para obter estados psicológicos coletivos.
A ciência comprovou que o feto no útero reage aos sons como o fluir do sangue, o movimento dos intestinos e outros. Esses estímulos sonoros são benéficos para o nascituro quando a gestante transmite sensações de bem estar. O feto a partir do sétimo mês distingue a voz humana e a música ajuda o relacionamento entre a futura mãe e o filho.
Aspectos físicos da qualidade vocal dependem da tensão e comprimento das cordas. A língua, maxilar, lábios e até a úvula interferem na emissão vocal que precisa ser equilibrada tendo altura controlada, vibração uniforme e timbre, para que não seja nasal, nem aguda ou surda demais.

O pensamento cria, o desejo atrai e a fé no trabalho realiza!

Mário Jequibau Albanese.



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