“Gravação Histórica do Jequibau” por Mario Albanese

seg, mar 17, 2014

Artistas, Vivendo o Choro

“Gravação Histórica do Jequibau” por Mario Albanese

Em 1965 a Gravadora Chantecler lançou o vinil em CS – Compacto Simples de nº C33-6119, com duas composições de Mário Albanese e Ciro Pereira: Jequibau e Esperando o Sol. Neste caso a palavra Jequibau identifica, simultaneamente, o ritmo quinário e a música escolhida para seu lançamento. Jequibau possui melodia originada ainda sem a perspectiva que consolidou e repercutiu o ritmo Jequibau. Tem fio melódico de instigante originalidade e que caminha por intervalos que se embrenham em densa harmonia e com o estímulo sutil do ritmo de cinco tempos. O centro rítmico, formado pelo violão do inesquecível Poly (Ângelo Apolônio), Gabriel Bahlis no baixo e Turquinho, José Rezala, na bateria, teve ação comedida e condizente com a formação de uma orquestra à base de cordas. Àquela época, os músicos de estúdio liam à primeira vista as composições que iriam gravar e, nesse caso, o impacto rítmico gerado pela novidade nos obrigou a substituir o baterista. Enquanto o Ciro se ocupava das cordas, eu cuidava com o Poli da parte rítmica. Essa histórica gravação foi realizada no Estúdio da Rádio Bandeirantes, na Rua Paula Souza e, depois da meia noite, para evitar os prejuízos de uma eventual queda de voltagem. Ao final e em clima de euforia, fomos para o Ponto dos Músicos, concentrado no Bar Avenida, na confluência das avenidas São João e Ipiranga, bem em frente ao também famoso e tradicional Bar do Jeca do outro lado da Avenida São João. O zunzum e os comentários sobre o novo ritmo foram de entusiasmar. Foi um prenúncio do que realmente acabou acontecendo. Já se passaram 48 anos e o Jequibau continua firme e forte, como um fato de vitoriosa realização e reconhecimento

o pensamento cria, o desejo atrai e a fé no trabalho realiza!

Com particular consideração e amizade,
Mário Jequibau Albanese.



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